Durante show nesta quinta-feira (8) no Theatro da Paz, em Belém (PA), a cantora Fafá de Belém declarou: “Cara, meu coração é vermelho e vai explodir”, ao que o público reagiu cantando “olê, olê, olê, olá; Lula, Lula” a plenos pulmões.
Aliás, foi com a canção “Vermelho”, que virou símbolo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ela encerrou o show, levando o público, já com as luzes do teatro acesas, a cantar mais uma vez seu apoio ao candidato do PT.
A artista paraense já havia conclamado as pessoas a votarem em Lula em um vídeo antes do primeiro turno, em que diz: “É com você da minha geração, com mais de 50, 60 e 70 anos, que eu quero falar. Mas também com os jovens, com os adolescentes, com quem vai dar seu primeiro voto. Eu vivi a ditadura, eu vi coisas bárbaras acontecerem. Eu vi a perseguição, o desaparecimento de muitos amigos por nada, apenas pelo ódio. Eu vi a democracia renascer neste país. Eu estou pedindo o seu voto, pelo Brasil, pelos seus filhos, seus netos, seus irmãos, pela cultura e pela sua história. E pela história que a gente vai construir agora. Vote Lula”.
No show da capital paraense, parte da programação que Fafá promove na cidade na semana do Círio de Nazaré, a cantora homenageou os compositores locais. Com beleza radiante e interpretações intensas e dramáticas, além de uma energia contagiante, a artista levou ao palco a riqueza e a exuberância amazônicas em canções de Paulo André e Ruy Barata, Waldemar Henrique, Nilson Chaves, Adalcinda Camarão e Edyr Proença e Vital Lima e Marco Aurélio, entre outros.
Intitulado “Fafá de Belém do Pará canta sua terra”, o espetáculo iniciou com as três backing vocals cantando “Tamba-tajá”, do icônico Waldemar Henrique, que uniu o erudito e o popular em suas canções com temáticas amazônicas.
Então, as cortinas subiram para revelar Fafá sentada em uma rede gigante, com cabelos longos e soltos e vestido esvoaçante. Ela se uniu às vocalistas e, depois, disparou “Banho de Cheiro”, de Paulo André e Ruy Barata, rodopiando no palco. Depois cantou “Esse rio é minha rua”, dos mesmos compositores, espécie de hino não oficial do Pará.
“É sempre uma alegria estar em Belém neste tempo de Círio. É sempre uma alegria estar em Belém. Eu rodo o mundo. Moro em São Paulo, moro em Lisboa, moro onde quer que seja. Mas, me desculpem os haters, eu sou Fafá de Belém do Pará”, declarou antes de cantar “Cantiga da Correnteza”, de Paulo André Barata.
Entre as outras músicas do repertório, estavam “Amazônia” e “Olho de Boto”, ambas de Nilson Chaves, e “Foi Assim” e “Enchente Amazônica”, de Paulo André e Ruy Barata.
Círio de Nazaré
Depois de entoar “Bom dia, Belém”, Fafá falou da emoção de vivenciar o Círio de Nazaré. “Quem está aqui nesta época é uma benção. Nazinha, para quem não sabe, é Nossa Senhora de Nazaré, para quem não tem muita intimidade. Ela é nossa mãe, nossa irmã. Ela é quem ouve. A fé nazarena é uma fé livre, sem preconceitos, todos cabem debaixo do manto de Nossa Senhora de Nazaré”.
Ela também falou da tradicional Festa da Chiquita, que acontece na véspera do Círio. “Na Praça da República acontece essa festa LGBTQIA+, que este ano completa 50 anos. E, quando acaba, todo mundo sai e vai para a procissão”.
Fafá de Belém contagiou o público – Foto: Aryanne Almeida
No final do show, ela convidou ao palco a cantora Valéria Paiva, considerada a rainha das aparelhagens, que são as festas com paredes gigantes de caixas de som, painéis de LED, telões, estruturas metálicas e efeitos pirotécnicos. Ela cantou “Está no Ar”, versão de Total Eclipse of the Heart, de Bonnie Tyler. Fafá, então, voltou para o bis cantando “Vermelho”, com o palco todo iluminado nessa cor, fazendo o público levantar de suas cadeiras e expressar seu apoio a Lula.👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀👀


