O HERÓI DE MIL FACES
domingo, 8 de março de 2026
No Dia da Mulher, Paolla Oliveira relembra casos de feminicídio
Neste domingo (08), Paolla Oliveira usou as redes sociais para falar sobre o fim da violência contra a mulher. Na data em que é celebrado o ‘Dia Internacional da Mulher’, a atriz relembrou casos recentes que chocaram o Brasil e aproveitou para pedir por justiça e alertar sobre ações da sociedade que normalizam o abuso e as agressões contra meninas e mulheres.
Em seu perfil no Instagram, Paolla publicou um vídeo. “Com a imagem de uma mulher sendo arrastada de baixo de um carro, 15 facadas no rosto de uma garota que ousou dizer ‘não’. O grito de uma mãe 18 vezes na frente de uma câmera pedindo por justiça, sendo que ninguém na verdade parou para escutar. A gente vê, fica indignada, sente raiva, revolta, aí no dia seguinte a gente continua. A gente denuncia, pede proteção, o Estado vem e anota. Mas a mulher continua com medo dentro de casa, aí ele volta, aí ele mata. E todo mundo se surpreende como se essa surpresa já não fizesse parte dessa grande cumplicidade”, iniciou.
A atriz ainda apontou ações que fazem com que homens perpetuem ações de violência contra mulheres: “Esse homem não apareceu de nada, ele foi ensinado por cada um que contou uma piada estúpida. Aquele que passou a mão, que forçou e achou que estava tudo bem, foi aceito por amigos que acharam engraçado, normalizado por todos, aqueles que ficaram em silêncio, educado por uma escola que nunca falou a respeito. Recontratado por uma empresa que preferiu não saber, absolvido por uma sociedade que ainda acha que amor e posse são a mesma coisa”.
Paolla reforçou que o resultado de números alarmantes é resultado da cultura em que se vive: “E o sistema que julga foi criado na mesma cultura que produziu esse homem, esse homem que viola, que acredita, que mata. Ele é resultado de tudo que se normalizou. “Eu queria muito que a gente pudesse não tratar mais isso como notícia, que a gente pudesse não mais compartilhar as coisas e seguir em frente apenas. Nenhuma de nós escolheu isso, a gente simplesmente aprendeu a sobreviver no meio disso. Enquanto a gente sobrevive, quatro de nós, por dia, não conseguem”, completou, relembrando que ao menos quatro mulheres morrem por dia no Brasil vítima de feminicídio.
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Na legenda do post, a atriz ressaltou. “Se fôssemos respeitadas, 8 de março não existiria. Enquanto a gente tenta sobreviver a tantas coisas terríveis, todos os dias 4 de nós simplesmente não conseguem”, escreveu.
Confira o vídeo:
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