Michelle Bolsonaro foi confirmada candidata a senadora pelo PL do Distrito Federal, em convenção realizada neste domingo (2), em Brasília, mas a ex-primeira-dama não esteve presente ao evento.
A assessoria destacou que ela foi internada, neste sábado (1º), com cefaleia e passou por um procedimento de bloqueio anestésico de nervos cranianos, o que a deixou sonolenta. No palco, quem discursou foi Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem Michelle trocou acusações públicas há menos de um mês.
A convenção do PL-DF, realizada em um parque na capital federal, oficializou, , a candidatura da deputada Bia Kicis ao Senado e o apoio à reeleição de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal.
O evento estava carregado de expectativa por outro motivo: seria a primeira aparição conjunta de Michelle e Flávio Bolsonaro desde que as desavenças entre os dois se tornaram públicas. A ex-primeira-dama, no entanto, não apareceu.
A justificativa veio por nota divulgada nas redes sociais da própria Michelle. “A Assessoria de Comunicação de Michelle Bolsonaro informa que ela continua hospitalizada e que, devido à persistência do quadro de cefaleia, hoje foi realizado procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos”, dizia o texto.
O que foi dito na convenção
Sem Michelle no palco, coube ao seu irmão Diego Torres, que será suplente em sua chapa, ler uma carta da ex-primeira-dama. No texto, ela afirmou que ela e Jair Bolsonaro “vão caminhar juntos” para “impedir que o mal seja audacioso”, frase que resume a retórica mobilizadora que o campo bolsonarista tem usado para a disputa de 2026.
Flávio Bolsonaro discursou e desejou melhoras à madrasta, comparando o quadro dela ao de sua própria filha. “Há pouco tempo nossa filha também teve essas enxaquecas fortes e fez o mesmo tratamento”, disse o senador.
Desavenças e implicações
A tensão entre Michelle e Flávio tem origem conhecida. Em vídeo divulgado no fim de junho, a ex-primeira-dama disse ter sido “maltratada e desrespeitada” pelo enteado após divergências sobre a montagem do palanque do PL no Ceará: Flávio e a cúpula do partido optaram por apoiar Ciro Gomes (PSDB) para governador no estado, posição à qual Michelle se opôs.
A declaração pública expôs uma fissura que o partido precisou administrar às pressas, sobretudo diante do risco de desgaste com o eleitorado feminino, base importante da candidatura da ex-primeira-dama.
Há dez dias, Flávio divulgou vídeo pedindo desculpas à madrasta. Michelle aceitou o pedido, também por vídeo gravado. Mas os dois não chegaram a se reunir pessoalmente desde então, e a convenção era o momento esperado para selar a reconciliação presencialmente.
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